quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aconteça!

Mude o tom,
Ache seu som,
Seja feliz,
Comece a sorrir,
Aproveite o calor,
Encontre um amor,
Viva a vida,
Sinta e reflita!

quinta-feira, 31 de março de 2011

O amor é uma droga, e muito mais...

Eu pego o violão,
Crio uma canção
Pra fingir que tudo foi real.

Mas, quando a história acaba,
De você não tenho nada.
Não é o fim ideal.

O amor é uma droga,
E muito mais.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sem pressa para ser feliz

Você diz que eu pareço louca,
mas quem nunca se arriscou nessa vida?
Vem, me dê a mão, segue a intuição desse coração
que nunca aceitou covardia.

Se chove e eu tô me molhando,
não importa, eu continuo andando.
Eu tô aqui por você, meu bem,
e por mais ninguém.

Mas se é noite e você quer o dia,
eu trago o sol pra te dar alegria.
E quando você disser que já cansou,
tudo bem, a gente deixa pra depois.
O importante foi o momento que ficou.

E se o tempo passar depressa,
a gente volta e recomeça.
Porque você é tudo o que me interessa
e eu não tenho pressa
pra ser feliz.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Carta para um amigo II

Querido amigo,
Sabe, às vezes, quando eu durmo, sonho com coisas que me deixam a sensação de já terem acontecido. Mas, não sei... Parecem tão distantes! E então fico divagando durante horas sobre o passado. A falta de contato, de diálogo, de presença, e até mesmo do toque, do cheiro, do olhar das pessoas amadas fazem com que nos distanciemos cada vez mais de tudo o que foi compartilhado por ambos. O pensamento, no começo, satisfaz, mas nunca é o bastante. A saudade chega devagar, mas, com o desenrolar da vida e de novas situações, e a falta de alguém que possa te aparar, faz com que ela se intensifique. E, então, você volta no tempo e lembra o momento em que cada um teria que tomar o seu caminho. Vocês disseram que manteriam contato, que telefonariam, mandariam e-mails, enfim... Parecia tão simples! Mas nem todos puderam cumprir suas promessas. O tempo passou e você resolveu adiar aquele encontro porque tinha outra coisa importante a fazer, ou, então, não deu aquele telefonema porque não achou que seria importante. Na hora você não sentiu que seria difícil. Mas, agora, você sente a dor da verdadeira separação. A verdadeira solidão.
Mas nem tudo está perdido. Se você pensar bem, vai perceber que, por mais que tenham tomado caminhos diferentes, seus amigos foram os que construíram o seu passado, e isso será eterno. Você não reconheceu o quão importante eles eram, mas isso acontece com os melhores amigos (rs). Você pode retomar de onde parou, se eles entenderem mesmo a situação vão saber que esse é o certo a fazer. Nada vale mais a pena fazer do que reconstruir algo que deu certo e que ainda pode dar. Dai pra frente é só pensar no futuro!
Quero expressar aqui, o imenso amor que guardo por você!
Carinhosamente,
Amanda.

sábado, 2 de outubro de 2010

Carta para um amigo

Querido amigo,
Sinto sua falta. Sinto falta de quando as coisas eram simples e nossos problemas não eram tão graves; De quando tínhamos tempo para conversar sobre os nossos assuntos preferidos, nossos planos para o futuro, nossas pretensões e nossos medos; De quando vivíamos rindo à toa, rindo das nossas próprias burradas. Sinto falta do nosso entendimento mútuo, dos seus olhares acusadores me fazendo confessar as coisas que eu tinha feito, e as nossas risadas depois de discutirmos o quanto você me conhece tanto! Sinto falta de alguém que saiba lidar comigo, com minhas emoções e confusões, assim como sinto falta de ter alguém perto de mim que eu realmente entenda e possa ajudar a superar cada obstáculo. Sinto falta de alguém dramatizando acontecimentos banais e torná-los grandiosos, como isso era divertido! Sinto falta de ter alguém que saiba que o que eu falo para ele, apesar de às vezes parecer grosseiro e desprovido de emoção nenhuma, é uma grande declaração de amor. Você sabe disso, os Fulanos são assim! Agora, é diferente, ninguém entende isso, e até que as pessoas possam entender, será tarde. Não sei se isso também acontece com você, mas às vezes me sinto muito só. Sim, sei que já fiz amigos novos, mas tenho a sensação de que não será a mesma coisa, e, sim, sei que tenho meus velhos amigos, mas também tenho a sensação de que não é a mesma coisa. Tudo perdeu o sentido. Não generalize o que eu digo, se lhe escrevo agora é porque o considero muito, mas tenho certeza de que você já percebeu o que acontece e entende o meu impasse. Diga-me, agora, o que fazer? Todos os dias penso em desistir. Do quê? De tudo. Sinto-me fraca, não tenho fortes motivações para continuar. Talvez, pensando bem, eu até tenha, mas sou egoísta demais para me apropriar delas. Pensei, eu, que não chegaria a tal ponto. Talvez seja só o momento, ou seja a realidade mesmo. Talvez estivesse sobrecarregada e precisasse despejar um pouco da minha realidade em qualquer coisa. Nesta carta, por exemplo. Sei que parece um relato demasiado exagerado, dramático demais, mas o que eu estou sentindo é deveras real. Não me julgue mal, mas não sei o que está acontecendo. Não preciso que você escreva uma enorme carta em resposta, o fato de lhe ter dito tudo isso e você saber o que está enchendo minha cabeça já é o bastante.
Com um coração doente,
Sua Amiga, Amanda.

É tão triste quando um romance acaba, parece que o mundo se vai junto com ele.

Gosto de ler romances, porque, sempre que o faço, é como se eu me tornasse parte daquilo, um clima envolvente, excitante, que me deixa completamente voltada para o desfecho da história. É a minha realidade alternativa, uma maneira que eu encontrei de não perder a esperança de um dia ainda poder viver algo tão bonito. Essas histórias são meu refúgio de uma vida cheia de preocupações que me atormentam e, muitas vezes, me fazem infeliz.
Gosto de saber que, algum dia, alguém teve a magnífica dádiva de conceber histórias tão belas, que me tocam profundamente. Não importa em que época foi escrita, nem em que lugar, o que importa mesmo é que todas falam do amor mais puro e verdadeiro que duas pessoas podem compartilhar. É bom saber que, em qualquer época, histórias que terminam com "E viveram felizes para sempre" existiram. Enfim, tantas coisas que gostaria de ter vivido.
Sinto-me triste a cada vez que uma dessas histórias acaba, pois é como se eu perdesse um pouco da esperança que ainda me resta. Histórias que nunca vou esquecer, personagens que admiro e fazem parte da minha vida. Meus livros são meus tesouros, não sei como suportaria o mundo sem saber que finais felizes existiram, mesmo em outras realidades. Seria um tormento.
Espero, um dia, escrever a minha própia história e que ela tenha um final feliz. Enquanto isso, vivo uma coisa que ainda não sei o que é, mas espero que passe logo. Acho que é uma espécie de prova, nos romances têm dessas coisas, onde a personagem passa por altos e baixos para conseguir um final feliz. Espero conseguir o meu logo.
Com Carinho,
A.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Encerrando uma fase e avançando um nível

E, finalmente, o meu primeiro semestre acabou. Confesso que estava esperando por esse momento, pois o cansaço me domina. Tenho que recuperar as noites mal dormidas e pensar um pouco em mim e no que fiz durante esses meses.
Não tenho como contar todas as experiências pelas quais passei, pois foram de uma intensidade tamanha para mim que não consigo descrevê-las. Posso dizer que a Universidade é tudo menos uma "extensão do ensino médio", como disse-me uma amiga. É um mundo novo, fascinante, que te atrai cada vez mais a descobrir tudo o que ela tem a oferecer. No começo, lembro-me bem, contava as horas para ir embora, ficava pensando em chegar em casa. Mas, esse período de aversão à Universidade foi embora que eu nem percebi. Hoje, arranjo qualquer desculpa para permanecer um pouco mais (um pouco mais, não, muito tempo mais) lá. Seja pra enfrentar a fila do RU (Restaurante Universitário) e esperar mais de uma hora para almoçar - o que não é mais uma tortura para mim-, ou para ficar meditando na beira do rio. Mas, duas atividades me atraem mais que tudo para permanecer na Universidade. Uma delas é ir a biblioteca. Ah, como me fascina ficar horas e horas consultando aqueles preciosos tesouros, é excitante, não sei como expressar tal contetamento em ver todos aqueles livros! Posso viajar das Ciências Exatas (não que eu faça isso) até as Ciências Humanas em poucos passos. Com as minhas idas constantes à Biblioteca comecei a me interessar por outras áreas do conhecimento. Espero conhecer um pouco mais de cada no decorrer desses quatro anos. E essa minha ânsia por conhecer um pouco de tudo me leva a outra atividade que mais me convence a ficar mais tempo na Universidade: conhecer pessoas. Eu sei que deve ser difícil para quem me conhece ou pensa que me conhece aceitar o que eu acabei de falar como verdade, mas, admito, nem eu mesma acredito. Sempre fui muito tímida, lacônica, sim, sempre falei pouco, a não ser com meus amigos com quem me sentia mais a vontade, e só. Apesar de cursar Comunicação Social, não tenho as características das pessoas que também cursam esse curso. Mas sempre fui apaixonada pela profissão do jornalista, não sei muito bem por que, mas acho que deve ser pela excitação de todo dia ter algo novo, pela obrigação de ser bem informado e ir atrás de novos acontecimentos. Uma constante atualização. Não tem rotina, é excitante!
Então, retomando a fala de antes, aprendi a gostar de conhecer novas pessoas. Bom, por toda a minha vida sempre fui muito fechada, o que não era uma característica só minha, mas do grupo de amigas que eu convivia. Éramos sempre só nós e ponto. Vivíamos cheias de preconceitos, (hoje eu percebo o quanto isso dificultou a minha relação com a Universidade), as pessoas nunca eram boas o suficiente para nós. Nossa, como eu me arrependo de ter sido tão fechada assim... Hoje, ainda bem, me livrei de muitos preconceitos que eu tinha. Dou graças à Deus, sempre, por ter entrado numa Universidade Pública, não pelo fato do capital simbólico que ela possui (apesar do peso que uma UF tem), mas pelo fato da transformação nas minhas concepções. Uma quebra de paradigmas e preconceitos tão forte que eu pude notar isso acontecendo. Isso ajudou muito na minha aceitação por conhecer novas pessoas. Além disso, é um desafio pra mim, que nunca tinha feito esse tipo de coisa. O começo é difícil, o desconforto, a tensão, como sou muito transparente, as pessoas rapidamente notam o meu nervosismo, mas, com o tempo, diminui. É claro que ainda falta MUITO para que eu possa relaxar completamente ao conhecer novas pessoas, ambientes, entre outras coisas, mas estou fazendo o possível para melhorar. Apesar do meu lento progresso, as pessoas que eu conheci nunca me desestimularam. Agradeço por isso e pela paciência que elas têm comigo. Mas, a coisa mais importante que essas novas pessoas me proporcionaram foi aprendizagem. Nossa, a cada conversa uma coisa nova, acho que valeu a pena ficar até tarde conversando sobre coisas que eu nunca imaginei conversar, foi o tempo mais bem empregado que eu tive durante esses meses. A cada conversa, eles me põe a questionar coisas que passavam despercebidas por mim e que carregam um significado tão grande com elas que eu não tinha noção. Às vezes, eu passava o resto do dia pensando nas conversas, me questionando sobre como as pessoas dão pouca importância ao que realmente deve ser pensado. E o momento no qual eu me sentia mais feliz era quando eu conseguia empregar essas conversas com as pessoas no meu círculo social, de quando eu conseguia lembrar dos questionamentos anteriores e passá-los às outras pessoas. Eu me sentia feliz comigo mesma. Agradeço a essas pessoas pela paciência com a minha estupidez e minha imaturidade de algumas vezes, mas quero que elas saibam que apesar da pouca idade, cresço um pouco mais dentro de mim a cada dia e que elas já fizeram muita coisa por mim.
Obrigado a todos que fizeram parte dessa primeira parte de um longo ciclo.

Com muito amor,
Amanda.